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	<title>cartas de marear</title>
	<subtitle type="html">paneiro de palavras, 
cuit&#233; de sonhos,
bornal de obviedades.  
simples, muito simples,
di&#225;rio de bordo de um barquinho de papel</subtitle>
	<updated>24.09.08 10:48:33</updated>
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		    <title type="text/plain" mode="xml">Cartas de Marear</title>
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		    <updated>02.01.09 10:48:33</updated>
		    <published>24.09.08 13:20:04</published> 
		    <content type="text/xhtml" mode="escaped" xml:lang="pt-BR">&#160;
&#160;O rio &#233; o Greg&#243;rio, o povo Yawanawa, a terra &#233; o Acre. A aldeia fica num altiplano, uns 30 metros.&#160; o rio l&#225; embaixo, e nasce a 3 dias atr&#225;z deste menino,&#160; cheio de curvas, areia e &#225;gua l&#237;mpida. A lan&#231;a &#233; tapi, que destronou os Ushunawa, da Corte Inca, numa&#160;guerra que levou 60 anos pra ser planejada e consolidada, em revanche ao quase exterm&#237;nio dos Yawanawa.&#160; na &#233;poca da revanche, os Yawa n&#227;o tinham crian&#231;as na aldeia, s&#243; adultos e velhos.&#160; Eles se programaram, pois n&#227;o suportariam ver suas crian&#231;as sendo aniquiladas numa outra batalha.
Hoje, a guerra &#233; outra.&#160; mas eles v&#227;o resistindo...tomando Huni (ayauascha), formando pag&#233;s, num curso que dura meses no interior da mata.&#160; as crian&#231;as voltaram a aprender a l&#237;ngua original, s&#227;o bilingues.
&#160;
&#160;
carta primeira
Que o senhor dos ventos
traga&#160;inspira&#231;&#227;o pra esse navegar
para que este barquinho
tenha assunto pra contar
e que outros aspirem,
orvalho na floresta,
brisa do mar....
&#160;
&#160;
O pino
o sol &#233; o mesmo no seu movimento
o rel&#243;gio diz outra hora
a quanto tempo?
corre-campo, passarada, 
&#233;poca das cigarras, das tanajuras,
mesmo tempo,
somos outros
t&#227;o somente.
hor&#225;rio nobre, hor&#225;rio gratuito
olho as estrelas, cheiro o&#160;rap&#233;, 
S&#227;o Miguel nos ajude...</content>
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